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A Ressurreição

Jesus revela a Maria Valtorta algo impressionante sobre o julgamento final e a ressurreição da carne, como professamos em nossa Fé Católica. Ao mesmo tempo que se revela como Juiz do mundo e da história, o Senhor deixa transparecer a sua infinita Misericórdia, fazendo aumentar o ardor do fogo da purificação para que todos sejam julgados e purificados, os da primeira hora e os da última hora, de maneira que todos os que forem considerados justos alcancem o Reino do Pai. A morte encontrará o seu fim. Os seguidores fiéis encontrarão a Verdadeira Vida.

A RESSURREIÇÃO

Maria Valtorta, no momento que estava escrevendo para o Pe. Migliorini, seu guia espiritual, é interrompida por uma visão e tem que parar de escrever.

29 de Janeiro 1944

Teria a dizer-lhe duas coisas importantes, que certamente as interessariam e tinha decidido escrevê-las logo fora do desânimo. Mas tendo algo de mais insistente, vou escrever depois.
Eis o que vejo esta tarde:
Uma imensa extensão de terra. Parece um mar, tão grande é. Digo “terra” porque tem terra como nos campos e nas ruas, mas não tem árvores, não há caule, não há uma folha de erva. Pó, pó e pó.
Vejo isso em uma luz que não é luz. Um clarão apenas desenhado, sombrio, de uma cor verde-roxo, como se vê quando tem fortes temporais ou eclipse total. Uma luz que é assustadora, de astros apagados. Eis que o céu não tem astros. Não há lua, não há sol. O céu está vazio como também a terra está vazia. Um Despido das suas flores de luz, e a outra da sua vida vegetal e animal. São dois restos mortais do que foi.
Tenho muito tempo para olhar a desolada visão da morte do universo, que eu penso era o mesmo no primeiro instante, quando já era céu e terra, mas o primeiro sem astros e a segunda sem a vida. Mundo já solidificado mas ainda sem nada, voando no Espaço à espera que o dedo do Criador desse ervas e animais.
Porque eu compreendo que esta é a visão da morte do universo? Por uma daquelas “segundas vozes” que não sei de onde chegam, mas estas fazem comigo o mesmo que faz o coro nas tragédias antigas: a parte de indicar especiais aspectos que os protagonistas não descrevem aos outros. É aquilo que quero dize-lhe e que o direi depois.
No entanto quando eu viro os olhos neste desértico cenário do qual não entendo a necessidade, vejo aparecer, não sei de onde, reto no meio da plana sem fim, a Morte. Um esqueleto que ri com os dentes descobertos e as órbitas vazias, rainha desse mundo morto, envolta no seu sudário como se fosse um manto. Não tem a foice. Ela já ceifou tudo. Move seus olhos vazios sobre a sua ceifa com um sorriso pateta.
Tem os braços unidos sobre o peito. A seguir abre os esqueléticos braços, abre as mãos só de ossos, sendo essa uma imagem gigante e onipresente, apóia sobre mim o dedo indicador da mão direita na minha frente. Sinto o gelo do osso afiado que parece furar-me a frente e entrar como uma agulha de gelo na cabeça. Mas entendo que quer a minha atenção no que está acontecendo.
Pois, com o braço esquerdo faz um gesto indicando-me a deserta extensão onde estamos: ela a rainha e eu única vivente. À sua muda ordem, dada com os dedos esqueléticos da mão esquerda e com o virar rítmico da cabeça a direita e a esquerda, a terra se abre em mil e mil brechas e no fundo desses sulcos escuros, vejo coisas brancas que não consigo entender o que são.
No entanto que me esforço no pensar o que são, a Morte, com seu olhar e seu liderar, continua, como um arado, a arar este campo deserto, e estes sulcos sempre mais se abrem, até o horizonte mais longe; atravessa as ondas dos mares sem velas , e as águas se abrem em brechas líquidas. Depois, das brechas da terra e do mar surgem, recompondo-se, as brancas coisas que tinha visto espalhadas e desunidas.
São milhões e milhões e milhões de esqueletos que sobem dos oceanos, que se levantam sobre a superfície. Esqueletos de toda altura. Daqueles minúsculos dos bebês das mãos semelhantes a pequenas aranhas poeirentas, até aos homens adultos, e também enormes, o qual tamanho faz pensar em um ser da idade da pedra. Todos estão estupefatos e como se fossem a tremer, semelhantes a quem se acorda sobressaltado por um sono profundo e não entendem onde eles estão.A visão de todos esses corpos de esqueletos esbranquiçados, nessa “não luz” apocalíptica, é terrível. Além disso, em torno a esses esqueletos se condensa, aos poucos, uma nebulosidade semelhante à neblina saindo das brechas do chão, do mar; toma forma e opacidade, se faz carne, e o corpo se torna igual aos dos vivos; os olhos, aliás as cavidades dos globos, se enchem dos íris, os ossos mal se encobrem de carne, sobre as mandíbulas descobertas se estende as gengivas, os lábios se reformam, os cabelos voltam às cabeças, os braços se tornam aperfeiçoados, os dedos ágeis e todo o corpo volta a ser vivo, igual ao nosso.
Igual, mas diferente no aspecto. Tem corpos maravilhosos de uma perfeição de formas e cor que se assemelham a obras de arte. Tem outros que são horríveis, não por próprios defeitos ou deformações, mas pelo aspecto global que é mais de asselvajado (bruto) que de homem. Os olhos malvados, a face contraída, o aspecto feroz e, aquilo que mais me impressiona, uma obscuridade que emite do corpo que aumenta a lividez do ar que os envolve.Enquanto os maravilhosos têm os olhos alegres, a face tranquila, o aspecto suave, e emitem uma luminosidade que resplandece em torno do corpo, da cabeça aos pés e se derrama ao redor.
Se todos fossem como os primeiros, a escuridão estaria total, ao ponto de esconder tudo; mas por graça dos segundos a luminosidade, não só persiste, mas aumenta tanto que consigo ver tudo muito claramente.
Os brutos, sobre cuja sorte da maldição não duvido, porque eles têm esta maldição marcada na fronte, ficam calados, lançando à sua volta, para cima e para baixo, olhares assustados e maldosos e, por uma ordem interior, que não compreendo mas que foi dada por alguém e recebida pelos ressuscitados, se reúnem ao lado. Os maravilhosos também se reúnem sorrindo e olhando com piedade e horror os brutos. Estes maravilhosos cantam, um coro lento e suave de bênção a Deus.
Não vejo mais nada. Eu entendo ter visto a ressurreição final.

 

Diz Jesus:
Quando o tempo terminar a vida vai ter somente Vida nos céus, o mundo do universo tornar-se-á, qual era no início, como você pensou, antes de ser completamente dissolvido. O que terá lugar quando Eu tiver julgado.
Muitos pensam que a partir do momento do fim do mundo até ao julgamento universal, vai ter só um segundo. Mas Deus vai ser bom até a fim, oh minha filha. Bom e justo.
Nem todos os viventes da última hora extrema serão santos e nem todos condenados. Haverá entre os primeiros aqueles que são destinados ao Céu, mas que tem algo de expiar. Seria injusto se a estes Eu cancelasse a expiação que tenho dado a todos que os precederam com as mesmas situações à sua morte.
Portanto, enquanto a justiça e o fim haverão por outros planetas e, como tocha sobre a qual se sopra, todos os astros do céu se apagarão, e escuridão e gelo irão aumentando, nas minhas horas que são os vossos séculos – e esta hora da escuridão já iniciou, no firmamento como nos corações – os viventes da última hora, falecidos na última hora, merecedores de Céu mas necessitados de despoluir-se, irão para o fogo da purificação. Eu aumentarei o ardor desse fogo para que seja mais solícita a purificação e não tenham que aguardar ainda muito estes beatos a levar à glorificação seu corpo santo e fazê-lo regozijar vendo o seu Deus, o seu Jesus em sua perfeição e no seu triunfo.
Eis porque você viu a terra desprovida de ervas e árvores, de animais, de homens, de vida, e os oceanos sem velas, extensões de águas sem vida porque não será mais necessário o seu movimento para dar a vida aos peixes, assim como não será mais necessário o calor para a terra onde tenha a vida para os cereais e para as criaturas. Eis porque você viu o firmamento vazio das suas luminárias, sem fogo e sem luzes. A Luz e o calor não serão necessários à terra, já enorme cadáver que leva em si os cadáveres de todos os viventes desde Adão até o último filho de Adão.
A Morte, minha última servidora em Terra, terá seu último serviço e depois ele cessará. Não haverá mais a Morte, mas só Vida eterna. Na bem-aventurança ou no horror. Vida em Deus ou vida em Satanás para o seu Eu reconstruído em alma e corpo.
Agora chega. Descanse e pense em mim.

 

E também esta noite, na qual eu não queria escrever porque estava exausta, tive que escrever 12 fachadas!… Sem ter comentários.
Esqueci de dizer que todos os corpos eram nus mas não porvocavam nenhuma sensação, como se a malicia tivesse morrido: tanto neles como em mim. Aos corpos dos condenados fazia proteção a escuridão deles e nos bem-aventurados fazia veste a mesma luz, a sua própria luz. Nesse sentido, aquilo que é animalidade em nós desaparecia pela emanação interna do Espírito do Senhor, ou feliz ou muito desesperado da carne.

Aquilo que queria dizer-lhe no início é isso.
Você hoje me pedia como tinha podido saber…[1] .

 


Notas

[1] Maria Valtorta se refere a uma visão já feita da “disputa de Jesus no templo com os doutores”, que descreveu no “O Evangelho como me foi revelado” no dia 28 de Janeiro, onde se acha a continuação do pedido feito pelo Pe. Milhiorini.

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